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	<title>Comments on: O primeiro House</title>
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	<description>Música, informação e diversão alternativas</description>
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		<title>By: henrique</title>
		<link>http://dinamicas.art.br/blog/2007/02/o-primeiro-house/#comment-14892</link>
		<dc:creator>henrique</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2008 20:33:17 +0000</pubDate>
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		<description>olha eu quero dizer uma coisa sobre o &quot;primeiro House&quot;. estes dias fiquei muito impressionado com esse disco do brasileiro Eumir Deodato,

http://www.discogs.com/release/733902

de 1980. tem faixas ali q são muito, mas muito House!. tem uma inclusive que parece um modelo pra as melhores músicas do Glenn Underground. e o Deodato tem muitos outros releases antes desse. acho q esse meu depoimento vem ao menos mostrar como fica dificil estabelecer uma lei neste assunto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>olha eu quero dizer uma coisa sobre o &#8220;primeiro House&#8221;. estes dias fiquei muito impressionado com esse disco do brasileiro Eumir Deodato,</p>
<p><a href="http://www.discogs.com/release/733902" rel="nofollow">http://www.discogs.com/release/733902</a></p>
<p>de 1980. tem faixas ali q são muito, mas muito House!. tem uma inclusive que parece um modelo pra as melhores músicas do Glenn Underground. e o Deodato tem muitos outros releases antes desse. acho q esse meu depoimento vem ao menos mostrar como fica dificil estabelecer uma lei neste assunto.</p>
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		<title>By: Guilherme M.</title>
		<link>http://dinamicas.art.br/blog/2007/02/o-primeiro-house/#comment-446</link>
		<dc:creator>Guilherme M.</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Feb 2007 18:44:20 +0000</pubDate>
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		<description>Discordo. Assim como o Alleys of your Mind do Cybotron (também de 1981), Sharevari é pré-techno. Alias, Sharivari é muito mais um extensão de Italo-Disco e um tributo a cena de festas de colégio em Detroit (onde uma das galeras chamava-se ChariVari, inspirada numa marca de roupas italiana!). Embora ambas as coisas (Italo-Disco e as festas de colégio) estejam intimamente ligadas ao início do Detroit Techno, em Sharivari não tem referências à technologia, às linhas melódicas de sintetizadores, etc, como conhecemos no Techno. O próprio vocal em Sharivari não tem nada de Techno (&quot;Sharivari is here to party&quot;, qual Detroit Techno que fala sobre festas???). Por outro lado, você não acha que &quot;They say no UFO...&quot; é muito mais sci-fi, muito mais techno?

Se você quiser uma segunda opinião, leia o Techno Rebels, do Dan Sicko. Ele diz mais-ou-menos a mesma coisa...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Discordo. Assim como o Alleys of your Mind do Cybotron (também de 1981), Sharevari é pré-techno. Alias, Sharivari é muito mais um extensão de Italo-Disco e um tributo a cena de festas de colégio em Detroit (onde uma das galeras chamava-se ChariVari, inspirada numa marca de roupas italiana!). Embora ambas as coisas (Italo-Disco e as festas de colégio) estejam intimamente ligadas ao início do Detroit Techno, em Sharivari não tem referências à technologia, às linhas melódicas de sintetizadores, etc, como conhecemos no Techno. O próprio vocal em Sharivari não tem nada de Techno (&#8220;Sharivari is here to party&#8221;, qual Detroit Techno que fala sobre festas???). Por outro lado, você não acha que &#8220;They say no UFO&#8230;&#8221; é muito mais sci-fi, muito mais techno?</p>
<p>Se você quiser uma segunda opinião, leia o Techno Rebels, do Dan Sicko. Ele diz mais-ou-menos a mesma coisa&#8230;</p>
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		<title>By: trepanado</title>
		<link>http://dinamicas.art.br/blog/2007/02/o-primeiro-house/#comment-445</link>
		<dc:creator>trepanado</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Feb 2007 18:00:11 +0000</pubDate>
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		<description>O primeiro techno de Detroit, brincando, é A Number of Names - &quot;Sharevari&quot;, de 1981.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro techno de Detroit, brincando, é A Number of Names &#8211; &#8220;Sharevari&#8221;, de 1981.</p>
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		<title>By: Guilherme M.</title>
		<link>http://dinamicas.art.br/blog/2007/02/o-primeiro-house/#comment-441</link>
		<dc:creator>Guilherme M.</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Feb 2007 11:47:31 +0000</pubDate>
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		<description>Olá Raul,

Entendo o que você está falando. Mas, primeiro, não acho que o Frankie leva todos os créditos. Tinha outro DJ também em Chicago, chamado Ron Hardy, que tocava um som mais parecido com o que a gente chama de House hoje em dia, pois era mais acelerado, cru, recheado de baterias eletrônicas, e de re-edits repetitivos de clássicos da Disco. Ron também era mais receptivo às primeiras faixas de (acid) House produzidas na época, e tocou, em tape, mesmo antes de serem prensadas, faixas como Acid Tracks, Like This (do Chip E), Lost Control (do Sleazy D, produzida pelo Marshall Jefferson), etc. Leia este &lt;a rel=&quot;nofollow&quot; href=&quot;http://www.dinamicas.art.br/blog/2006/09/ron-hardy/&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;meu artigo sobre o Ron&lt;/a&gt; para saber mais. Esse artigo também contém links para vários mixes dele gravados na época, que mostram bem o que eu falei.

Outra idéia que acho importante. O nascimento do House (como qualquer outro estilo) não foi um acontecimento do dia pra noite. Não quer dizer que a partir de janeiro de 1984, quando o Jesse Saunders lançou o On &amp; On, o House estava oficialmente nascido. O lançamento de On &amp; On é somente um marco. Eu vejo mais como um processo, que já vinha de antes. Ou seja, os DJs de Chicago, principalmente o Ron e o Frankie - por isso chamados &quot;pais da House music&quot;, começaram a mesclar o antigo Disco com música européia mais nova (como Italo Disco, eletrônica alemã, Synth-Pop), a tocar Disco mais acelerado, fazendo seus próprios edits simplificados e repetitivos, incrementados por baterias eletrônicas, etc. Isso aos poucos foi se tornando no que chamamos de House.
O Frankie leva bastante crédito, eu acredito, primeiro porque o nome do clube que ele tocava - Warehouse - batizou o tipo de som, e também porque ele tinha esta residência desde 1977 quando abriu o Powerplant (que era seguramente um clube de Disco, tanto que Frankie foi &quot;importado&quot; de Nova York - capital da Disco, onde Frankie era um DJ de pouca expressão - para ser o residente). O Ron começou sua residência no Music Box alguns anos mais tarde. Por outro lado, Frankie sempre tocou músicas mais melódicas, como Waiting For My Angel e Your Love (produzidas na verdade pelo Jamie Principle), e seu nome foi associado a estas faixas (como você pode ver nos selos destes discos) mais como um produtor executivo, fazendo a mixagem ou edição final (afinal ele era o DJ famoso, que iria tocar as faixas).

Mas voltando ao On &amp; On, o Frankie não tem relação nenhuma com essa produção.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Raul,</p>
<p>Entendo o que você está falando. Mas, primeiro, não acho que o Frankie leva todos os créditos. Tinha outro DJ também em Chicago, chamado Ron Hardy, que tocava um som mais parecido com o que a gente chama de House hoje em dia, pois era mais acelerado, cru, recheado de baterias eletrônicas, e de re-edits repetitivos de clássicos da Disco. Ron também era mais receptivo às primeiras faixas de (acid) House produzidas na época, e tocou, em tape, mesmo antes de serem prensadas, faixas como Acid Tracks, Like This (do Chip E), Lost Control (do Sleazy D, produzida pelo Marshall Jefferson), etc. Leia este <a rel="nofollow" href="http://www.dinamicas.art.br/blog/2006/09/ron-hardy/" rel="nofollow">meu artigo sobre o Ron</a> para saber mais. Esse artigo também contém links para vários mixes dele gravados na época, que mostram bem o que eu falei.</p>
<p>Outra idéia que acho importante. O nascimento do House (como qualquer outro estilo) não foi um acontecimento do dia pra noite. Não quer dizer que a partir de janeiro de 1984, quando o Jesse Saunders lançou o On &#038; On, o House estava oficialmente nascido. O lançamento de On &#038; On é somente um marco. Eu vejo mais como um processo, que já vinha de antes. Ou seja, os DJs de Chicago, principalmente o Ron e o Frankie &#8211; por isso chamados &#8220;pais da House music&#8221;, começaram a mesclar o antigo Disco com música européia mais nova (como Italo Disco, eletrônica alemã, Synth-Pop), a tocar Disco mais acelerado, fazendo seus próprios edits simplificados e repetitivos, incrementados por baterias eletrônicas, etc. Isso aos poucos foi se tornando no que chamamos de House.<br />
O Frankie leva bastante crédito, eu acredito, primeiro porque o nome do clube que ele tocava &#8211; Warehouse &#8211; batizou o tipo de som, e também porque ele tinha esta residência desde 1977 quando abriu o Powerplant (que era seguramente um clube de Disco, tanto que Frankie foi &#8220;importado&#8221; de Nova York &#8211; capital da Disco, onde Frankie era um DJ de pouca expressão &#8211; para ser o residente). O Ron começou sua residência no Music Box alguns anos mais tarde. Por outro lado, Frankie sempre tocou músicas mais melódicas, como Waiting For My Angel e Your Love (produzidas na verdade pelo Jamie Principle), e seu nome foi associado a estas faixas (como você pode ver nos selos destes discos) mais como um produtor executivo, fazendo a mixagem ou edição final (afinal ele era o DJ famoso, que iria tocar as faixas).</p>
<p>Mas voltando ao On &#038; On, o Frankie não tem relação nenhuma com essa produção.</p>
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		<title>By: Raul Aguilera</title>
		<link>http://dinamicas.art.br/blog/2007/02/o-primeiro-house/#comment-439</link>
		<dc:creator>Raul Aguilera</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Feb 2007 05:27:06 +0000</pubDate>
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		<description>Interessante. 
E até hoje eu achei que &quot;On &amp; On&quot; fosse música do Frankie Knuckles. 
E então por que ele levou todos os créditos como pioneiro da house? Por ter tocado primeiro esses discos na Warehouse de Chicago?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Interessante.<br />
E até hoje eu achei que &#8220;On &amp; On&#8221; fosse música do Frankie Knuckles.<br />
E então por que ele levou todos os créditos como pioneiro da house? Por ter tocado primeiro esses discos na Warehouse de Chicago?</p>
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